quinta-feira, 11 de agosto de 2011

AVALIAÇÃO DE LÍNGUA PORTUGUESA - 3º ano - Ensino Médio

MACUNAÍMA

Uma feita a Sol cobrira os três manos duma escaminha de suor e Macunaíma se lembrou de tomar banho.
            Porém no rio era impossível por causa das piranhas tão vorazes que de quando em quando na luta pra pegar um naco de irmã espedaçada, pulavam aos cachos pra fora d’água metro e mais. Então Macunaíma enxergou numa lapa bem no meio do rio uma cova cheia d’água. E a cova era que-nem a marca dum pé-gigante.
Abicaram. O herói depois de muitos gritos por causa do frio da água entrou na cova e se lavou inteirinho. Mas a água era encantada porque aquele buraco na lapa era marca do pezão do Sumé, do tempo em que andava pregando o evangelho de Jesus pra indiada brasileira. Quando o herói saiu do banho estava branco louro e de olhos azuizinhos, água lavara o pretume dele. E ninguém não seria capaz mais de indicar nele um filho da tribo retinta dos Tapanhumas.
Nem bem Jiguê percebeu o milagre, se atirou na marca do pezão do Sumé. Porém, a água já estava muito suja da negrura do herói e por mais que Jiguê esfregasse feito maluco atirando água pra todos os lados só conseguiu ficar da cor do bronze novo. Macunaíma teve dó e consolou:
— Olhe, mano Jiguê, branco você ficou não, porém pretume foi-se e antes fanhoso que sem nariz.
Maanape então é que foi se lavar, mas Jiguê esborrifava toda a água encantada pra fora da cova. Tinha só um bocado lá no fundo e Maanape conseguiu molhar só a palma dos pés e das mãos. Por isso ficou negro bem filho da tribo dos Tapanhumas. Só que as palmas das mãos e dos pés dele são vermelhas por terem se limpado na água santa. Macunaíma teve dó e consolou:
— Não se avexe, mano Maanape, não se avexe não, mais sofreu nosso tio Judas!

1. O “milagre”, a que o texto se refere, está ligado: (1,0)
(A) Ao fato de Macunaíma ter tomado banho e não ser mais filho da tribo dos Tapanhumas.
(B) Ao tamanho descomunal da lapa, no formato de um pé-gigante.
(C) À transformação do herói: de preto retinto para branco, loiro, de olhos azuis.
(D) Ao fato de os irmãos presenciarem vestígios do evangelho de Jesus.
(E) Ao fato de os irmãos terem encontrado a marca do pezão do Sumé.

2.                  O “banho” do herói e de seus dois irmãos, na cova encantada, faz alusão: (1,0)
(A) À fertilidade e diversidade da terra americana.
(B) Ao sincretismo religioso entre os índios.
(C) À formação étnica miscigenada do brasileiro.
(D) Às diferenças culturais entre as raças humanas.
(E) À necessidade de purificação da alma do brasileiro, ante tantos vícios.

3.                  (FUVEST) O subtítulo da obra Macunaíma - "herói sem nenhum caráter" - expressa simbolicamente a idéia de que povo brasileiro: (1,0)
(A)             obedece a um código moral próprio, particular, baseado na lei do prazer individual.
(B)             trai a sua cultura original, incorpora a cultura do colonizador, perdendo definitivamente a possibilidade  de construir uma identidade coesa.
(C)             é volúvel, inconseqüente, impulsivo, recusando qualquer limite para realização de seus anseios.
(D)             reúne atributos demasiadamente variados e contraditórios, que constroem uma identidade incoerente, indeterminada, indefinível.
(E)              não preserva sua identidade, rejeitando qualquer código moral definido, estável e perene.

MAR PORTUGUÊS




Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!

Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.

Quem quere passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.



“Mar Português” é um poema de Fernando Pessoa no qual o poeta retrata as dores do povo português causadas pelas aventuras no além-mar, durante o período que ficou conhecido como Era das Grandes Navegações.

4.                  Com base no texto e nos conhecimentos sobre o tema, a frase “Tudo vale a pena quando a alma não é pequena” remete a: (1,0)

(A)             Se o objetivo é a grandeza da pátria, não importam os sacrifícios impostos a todos.
(B)             Quando o resultado leva à paz, os meios justificam a finalidade almejada.
(C)             Todas as pessoas têm valores próprios, por isso a guerra é defendida pelos governantes.
(D)             O sacrifício é compensador mesmo que fiquemos insensíveis diante do bem comum.
(E)              Tudo vale a pena quando temos o que almejamos e isso não implique enfrentamento de perigos.

5.                  (UA-AM) Assinale o período em que a oração subordinada adjetiva seja explicativa: (0,3)
(A)             Ele, que era inocente, foi condenado.
(B)             Há pessoas que a gente nunca esquece.
(C)             O cão que fica acorrentado salta de alegria, quando é posto em liberdade.
(D)             Pedra que rola não cria limo.
(E)              Há palavras cuja origem é obscura.

6.                  Suponha que dois estabelecimentos bancários enviem a seus clientes pensionistas as seguintes notas: (0,5)
Banco 1: Os pensionistas que recebem seu contracheque no dia 1º terão atendimento especial nesta agência bancária.
Banco 2: Os pensionistas, que recebem seu contracheque no dia 1º, terão atendimento especial nesta agência bancária.

Analise as proposições e marque a alternativa correta.
I - As duas notas possuem o mesmo sentido.
II - No Banco 1, somente os pensionistas que recebem o contracheque no dia 1º terão atendimento especial, os outros, não.
III - No Banco 2, todos os pensionistas terão atendimento especial.
IV - Nos dois bancos todos os pensionistas recebem o contracheque no dia 1º.
V - No período que constitui a nota do Banco 1, temos uma oração subordinada restritiva. Já no período que constitui a nota do Banco 2, temos uma oração subordinada explicativa.


(A)             Todas estão corretas.
(B)             Todas estão incorretas.
(C)             I, II e V estão corretas.
(D)             I, II, III e IV estão incorretas.
(E)              II, III e V estão corretas.



7.                  Reescreva as frases, transformando as orações subordinadas adjetivas em adjetivos: (0,7)

a) Nossos alunos estão trabalhando com material que pode ser reciclado.
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b) Há, em frente à fábrica, uma fila de homens e mulheres que estão sem emprego.
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c) Todo o cuidado é pouco com os materiais que podem inflamar.
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d) As bibliotecas escolares precisam renovar seu acervo com livros que estimulem e que instruam.
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e) A TV apresentou imagens que revoltaram.
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f) As estradas que apresentam perigo têm que ser evitadas.
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g) O banco falido divulgou dados que enganavam.
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8.                  Transforme o adjetivo em uma oração adjetiva: (0,5)
a.                  O professor facilitador ajuda os alunos nos conteúdos.
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b.                  O aluno pensador é diferente do aluno reprodutor de ideias.
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c.                  Todas as pessoas simpatizantes da Língua Portuguesa, por favor, dirijam-se ao teatro!
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d.                 Homens e mulheres fumantes vivem pouco.
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e.                  Admiro pessoas esforçadas.
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PENSAMENTO: Material reciclável, estimulante e instrutivo, com o auxílio de professores que facilitam, ajuda pessoas desempregadas que se esforçam, que pensam e que se simpatizam da Língua Portuguesa – 0 livro.

Boa sorte!

Um comentário:

  1. boa tarde gostaria que me enviasse o gabarito dessa atividade por e-mail...por favor..obrigada..francielle.ajuz@yahoo.com.br

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